Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

Animais Montessori



Como mãe recente que sou procuro e interesso-me por saber que métodos e teorias de educação há por aí. Uma delas, que me parece bastante interessante, é a Montessori. Este método baseia-se muito na independência e autonomia das crianças. Identifico-me com isso.

Há inúmeros blogs sobre o assunto e eu sigo este - How we Montessori. A Kylie tem sempre imensas ideias de atividades interessantes e é simpática!

Esta ideia veio de lá. Cartões que, neste caso, representam animais. São em duplicado. E a ideia é que a criança tenha um conjunto de cartões dispostos à sua frente, o outro conjunto empilhado ao seu lado e vá fazendo os pares.



Como não estava a ver nenhum sítio onde comprar facilmente cartões assim, lembrei-me de os fazer.

Pesquisei fotos de animais e imprimi-as. Comprei cartolina branca um bocadinho mais grossa do que a normal para tornar os cartões mais resistentes.


Marquei os quadrados a lápis e o facto de ter uma régua grande, com linhas perpendiculares, ajudou bastante. É a régua que uso para cortar os tecidos e é em inches em vez de centímetros, mas para o efeito era indiferente. Ao cortar arrendondei os cantos porque achei que ficava mais bonito.


Depois, colei os animais nos cartões e plastifiquei a parte da frente do cartão com papel autocolante transparente. Deixei margens de aproximadamente 1 centímetro para poder dobrar para a parte de trás do cartão e assim proteger as arestas.


Por fim, forrei a parte de trás do cartão com papel autocolante verde. Assim, consegui tapar o papel transparente que ficou na parte de trás. Colei com alguma margem e só depois aparei para ficar da medida exata do cartão.


Está feito. Em cima podem ver um cartão ainda com metade do verde por aparar, uma parte da frente e uma parte de trás. Como disse lá em cima, fiz pares de cartões, seis no total, para o G. juntar.


Para já, o G. fica mais entusiasmado com procurar, identificar e imitar os animais. E o macaco faz especial sucesso porque está a comer uma banana! Ainda não se interessa muito por fazer os pares, mas tudo tem tempo.

Quarta-feira, 8 de Maio de 2013

O primeiro corte de cabelo




Apesar de não ter uma farta cabeleira, o cabelo do G. estava a crescer a muito bom ritmo. Atrás, uns caracóis salientes faziam lembrar as perucas do século XVIII. Para mim, o G. parecia o Marquês de Pombal; para Ela o Marco Paulo nos seus tempos áureos.

Perante este cenário, estava, sem dúvida, na hora do primeiro corte de cabelo.

E no meio da ansiedade manifestada por Ela cada vez que a tesoura se aproximava, assim se foram os caracóis. O G. parece agora um rapaz.

Já agora, reparem na perfeição do trabalho do barbeiro.

Terça-feira, 7 de Maio de 2013

O passado tem voz



É arrepiante, no bom sentido, ouvir esta gravação, que vem diretamente do século XIX.

Às figuras da história anterior ao século XX estamos habituados a associar imagens, mas vozes...? 



Bell gravou a sua voz num disco de cera, em 1885, e agora o Smithsonian divulgou essa gravação.

A maior parte da gravação é apenas Bell a contar, mas no fim ouvem-se algumas frases. 
"This record has been made by Alexander Graham Bell (...) - hear my voice".

Será que ele imaginava que a sua voz iria perdurar e voltar a ser ouvida quase 100 anos depois da sua morte? 

Sexta-feira, 3 de Maio de 2013

Homenagem à primeira frase completa do G.


Esta foi a primeira frase completa do G., há algumas semanas atrás.

Quando acaba de comer, quando acaba de ler um livro, quando quer que alguma coisa de que não gosta, como pôr o soro no nariz, acabe rapidamente... Já está!

A nona final europeia, depois de a última ter sido alcançada há 23 anos, bem merece um Já está!, entoado como só o G. sabe fazer.

Livros infantis #5 - Adivinha quanto eu gosto de ti




Discussões com crianças sobre quem gosta mais do outro nunca são demais. E é disso que se trata neste livro.

A pequena lebre castanha diz à grande lebre castanha que gosta dela “Assim”, “esticando os braços o mais que podia”. A grande lebre castanha responde da mesma forma, mas claro que os braços dela são maiores. E assim continuam, tentando arranjar formas cada vez maiores de expressar quanto gostam uma da outra.

É um livro ternurento mas divertido. E que estimula a imaginação, para tentarmos arranjar formas ainda maiores de nos expressarmos. O G. já estica os braços como as lebres mas estou ansiosa pelo dia em que vai entrar no desafio.

Imagem

Quinta-feira, 2 de Maio de 2013

Ideia para o Dia da Mãe


Dois passarinhos. Um grande, um mais pequenino. É que mesmo depois de crescermos este equilíbrio não é alterado.

Dois tecidos que apetece usar e um neutro para o fundo. Este foi em tempos parte de umas calças muito usadas. O bastidor encontra-se em qualquer retrosaria (até mesmo a do Colombo).

Usei entretela da que cola com o ferro, para evitar que os passarinhos desfiassem depois de cosidos (reparei, vá-se lá saber porquê, que aqui também podia ser cozidos, mas seria outra história, coitadinhos...)

Cosi tudo num bocado de tecido maior do que o bastidor e só o cortei depois de pronto e montado.

Olho para a imagem e parece-me que o passarinho grande está a ensinar qualquer coisa ao pequenino e este ouve, com a cabeça ligeiramente inclinada para cima, para não perder nada! 

Os passarinhos já moram com a minha mãe desde o Natal, por isso não estou a estragar nenhuma surpresa, mas para mim faz todo o sentido relembrá-los agora.



Terça-feira, 30 de Abril de 2013

A franja de Obama


Assim que vi a foto começou a nascer em mim uma gargalhada incontrolável. Depois, veio o sentimento de incredulidade, mas não restam dúvidas... não é uma montagem. Obama aceitou pôr uma franja no jantar anual para os correspondentes da imprensa na Casa Branca.

A política parece mais honesta quando os políticos têm capacidade de se rir de si próprios!